Mutum de Alagoas

Vamos trazer esse alagoano de volta

O mutum-de-alagoas (Pauxi mitu = Mitu mitu) é uma ave de grande porte e permaneceu, por mais de 300 anos, como uma das aves mais raras e enigmáticas de todo o mundo. Endêmico do “Centro Pernambuco”, faixa de Mata Atlântica que se inicia ao norte da foz do Rio São Francisco, o mutum-de-alagoas passou despercebido pelos ornitólogos e quase desapareceu. Muito pouco se sabe sobre sua distribuição e os registros fidedignos provêm apenas do estado de Alagoas.

O mutum-de-alagoas foi uma das primeiras aves endêmicas do Brasil a ser descrita e figurada durante o período da invasão holandesa no Brasil (1637-1644). Marcgrave, naturalista que estava entre os membros da corte do Príncipe Maurício de Nassau, ilustrou e descreveu com riqueza de detalhes um mutum mantido vivo em cativeiro, provavelmente no zoológico do Príncipe, em Recife.

A ocupação do litoral nordestino, especialmente nos estados de Pernambuco e Alagoas, confunde-se com a própria história do Brasil, a partir de sua colonização no século XVI até os dias de hoje. Os desmatamentos para dar lugar a plantações de cana-de-açúcar iniciaram-se muito cedo na região, mesma época da caça de animais silvestres de maior porte, incluindo o mutum.

O mutum-de-alagoas era a maior ave terrestre da Mata Atlântica nordestina, e ocupava territórios de floresta virgem, vivendo em baixas densidades. Apreciado, como todo mutum, como peça de caça, foi dizimado junto com a floresta onde vivia. Graças ao esforço de um criador carioca, aliado a um ornitófilo alagoano, cinco exemplares foram capturados e deram início a um programa de reprodução em cativeiro.

Os caminhos para trazer o mutum-de-alagoas de volta às suas florestas são longos e demandam grandes esforços de pesquisadores, ONGs, órgãos ambientais, setor sucroenergético e da sociedade civil em geral. A recuperação das florestas, sua proteção contra caçadores e a recuperação dos ambientes são os primeiros passos a serem dados in situ, enquanto a criação maciça destas aves em cativeiro é fundamental para garantir indivíduos viáveis para a reintrodução.

Se faz necessário, a retomada do Projeto de Reintrodução do Mutum-de-alagoas na RPPN do Cedro, através de busca permanente, principalmente nas áreas em que houve citações de ocorrências de se  obter registros com coordenadas geográficas,  da colocação imediata de câmeras trap nos locais de eventuais avistamento, da verificação do número de indivíduos que ainda possam estar na mata, da intensificação da fiscalização nas localidades de possíveis avistamento sob a coordenação do BPA, da recolocação de placas de aviso com a logomarca do PAE e dos parceiro, com relação principalmente à caça predatória  e da contratação com a maior brevidade possível o morador local que diz ter visto os mutuns, para ficar dedicado exclusivamente na buscas dessas aves e no caso da comprovação da ocorrência dos mutuns na Reserva, iniciar imediatamente o monitoramento com pessoal das Universidades parceiras (USP, UFISCAR, IFAL e UFAL) e intensificar o Programa de Educação Ambiental coordenado pelo IPMA nas comunidades próximas à RPPN nos municípios vizinhos.

*Projeto aguardando parceiro investidor

Ajude o IPMA a proteger a Atlântica

Parceiros que lutam conosco para proteger o meio ambiente

Seja você também um parceiro do ipma. Conheça abaixo alguns dos nossos parceiros

Assine nossa newsletter

Newsletter | IPMA

Receba alertas de ações e novos conteúdos no seu email, não fique de fora das novidades!

Venha falar conosco